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Aqueduto
Está situado junto à antiga Fábrica de Conservas (inicialmente engenho) e do
antigo Engenho de Machico. Terá sido construído no século XIX, com o intuito
de transportar água para o antigo Engenho, que primeiro se localizou onde,
actualmente, é a antiga Fábrica de Conservas. Na parte superior pode ver-se o
canal por onde a água era conduzida. Os arcos são de pedra argamassada e
cantaria vermelha. Alguns deles resistem até hoje, mas o seu actual estado de
degradação merece bem um restauro (que está a ser feito). Foi
classificado como monumento de valor local a 20 de Março de 1997. Capela
dos Milagres Inicialmente denominada Capela de Cristo, foi o primeiro templo a ser construído pelos descobridores que, ao chegarem, prometeram erguer uma capela a Cristo Crucificado. Depois foi chamada Capela da Misericórdia, por ser a sede da Misericórdia. Da primitiva construção pouco resta, com excepção de uma porta ogival em cantaria, as cruzes do frontispício e ainda a imagem de Cristo que foi levada pela aluvião de 1803 e recolhida por uma galera americana que se viu obrigada a regressar ao Funchal, pois os ventos contrários a impediam de prosseguir viagem. A imagem foi entregue na Sé Catedral onde esteve cerca de dez anos, até 1813, ano em que regressou a Machico, A sua capela. Este edifício está classificado como imóvel de interesse público desde 29 de Setembro de 1977. Todos
os anos, nos dias 8 e 9 de Outubro, realiza-se a festa do Senhor dos Milagres, A
qual acorrem peregrinos de toda a ilha e muitos emigrantes. Desembarcadouro
Situa-se a
leste da baia de Machico. o local
onde desembarcaram, em 1419, Tristão Vaz e João Gonçalves Zarco, os
descobridores da ilha. O batel
mandado a terra para fazer o reconhecimento do local descoberto, terá tentado
desembarcar primeiro na praia. Não o conseguindo, devido ao denso arvoredo que
chegava até ao mar, dirigiu-se para o lado este, desembarcando na rocha, o que
pôde fazer facilmente, por ser um local abrigado. Forte.
de S. João Baptista Foi também conhecido pelo nome de Forte do Ancoradouro e do Desembarcadouro, por ficar perto do local onde desembarcaram os descobridores. Construído em 1708, tinha por objectivo a defesa da população contra ataques de corsários e piratas. A 22 de Agosto de 1828, os Liberais fizeram fogo a partir daqui, contra a esquadra miguelista “Infante D. Sebastião” que respondeu, danificando ligeiramente o forte. Este espaço serviu já de colónia de férias do Convento de Santa Clara. Mais tarde alojou os retomados das ex-colónias, Actualmente ainda vivem aqui algumas famílias, por dificuldades de alojamento. No entanto, este edifício encontra-se classificado corno imóvel de interesse público desde 18 de Agosto de 1943.
Igreja Matriz Datada do século XV, a sua construção deve-se a D. Branca Teixeira, filha de Tristão Vaz, um dos descobridores da Madeira e primeiro capitão - donatário de Machico. É dedicada a Nossa Senhora da Conceição, cuja imagem, actualmente no Museu de Arte Sacra, foi oferta de D. Manuel I. Este rei ofereceu ainda à igreja, a porta lateral com colunas em mármore e ogivas geminadas, um órgão e algumas peças de ourivesaria. No seu interior existem várias capelas mandadas construir por gente abastada, simbolizando a sua riqueza e posição social. São elas: Capela do Santíssimo Sacramento, Capela de S. João Baptista, Capela do Espírito Santo e Capela de S. Francisco Xavier. A Capela do Terço situa-se no exterior. A Capela de S. João Baptista foi fundada pelo segundo capitão - donatário, Tristão Vaz Teixeira (filho de Tristão Vaz), para jazigo da família, possuindo no cimo o brasão dos Teixeiras. A actual torre da igreja foi construída em 1853. Mais tarde foi-lhe colocado o campanário que hoje tem. A Igreja Matriz, inicialmente como sede de capitania e, hoje, de concelho, está classificada como monumento de interesse público a partir de 29 de Setembro de 1977.
Estátua
de Tristão Vaz
A estátua do descobridor da
Madeira e
primeiro capitão - donatário de Machico, está
localizada no largo da Igreja Matriz. Foi esculpida, em bronze, por Anjos
Teixeira e
inaugurada em 1972. 0 navegador era conhecido na época por "Tristão da Ilha”. Casou com Branca Teixeira, senhora de famílias nobres, de quem teve doze filhos: cinco rapazes e sete raparigas. Os seus descendentes adoptaram o apelido da mãe. Parece que por esta razão, alguns cronistas e historiadores também acrescentam Teixeira ao nome do descobridor.
Forte de Nossa Senhora do Amparo Foi construído em 1706, para defender a população dos corsários que pilhavam e maltratavam quem tentasse resistir-lhes. Localiza-se junto ao Passeio de Baixo. Tem um formato triangular com um dos seus ângulos voltados para o oceano. Na altura da sua construção, o mar vinha até junto dele, lembrando um barco a rasgar as ondas. O seu primeiro capitão foi Francisco Dias Franco. Em 1828, por ocasião do desembarque das tropas miguelistas, que pretendiam derrubar o Regime Liberal na Madeira, foi o último forte a render-se em toda a ilha. É considerado imóvel de interesse público desde 29 de Setembro de 1977.
Capela de S. Roque Situada na extremidade oeste da baía de Machico, esta capela foi construída em 1739 para substituir a primitiva, que estava em ruínas. A primeira capela começou a ser edificada em 1489, a pouca distância da actual, no largo que ali há, para cumprir um voto feito por Tristão Vaz Teixeira, que atribuiu a S. Roque o milagre de pôr fim à epidemia da peste que alastrou em Machico, no ano de 1488. Junto à capela actual ainda podemos ver ruínas de um edifício que, em tempos, servia para pernoita dos romeiros que ali acorriam, de todas as partes da ilha. No seu interior, possui uns belos painéis de azulejos do século XVIII alusivos à vida de S. Roque. É considerado edifício de interesse público a partir de 29 de Setembro de 1977.
Solar do Ribeirinho Foi edificado pelo capitão Matias de Mendonça e Vasconcelos. Tem esta denominação devido à existência de um ribeiro que passava em frente. O solar foi construido nos fins do século XVII - inícios do século XVIII, sendo actualmente pertença da Câmara Municipal. A fachada é de composição linear, de grande simplicidade e sobriedade, com portas e janelas em cantaria e estas de tipo guilhotina. O andar térreo, com lojas em terra batida e pedra rolada, era destinado aos serviços de arrecadação, lagar, adega e cozinha. Existia uma cavalariça na parte de trás do edifício, do lado direito. No primeiro andar existem dois salões voltados para a rua do Ribeirinho. Os quartos de dormir estão virados para a parte traseira do solar. A torre solarenga é outra característica desta casa senhorial desempenhando, além de vigia, afirmação social. Daqui avistar-se-ia todo o vale e a baía de Machico. Foi classificado monumento de valor cultural/local no dia 30 de Dezembro de 1998. |